17 março 2017

obesidade infantil x mãe em casa

uma verdade mal colocada pelo ministro da saúde - relacionar que o crescimento da obesidade infantil deve-se ao fato das crianças não acompanharem mais as mães em sua rotina em casa.

a verdade - a obesidade está sim também relacionada a desembalar mais e descascar menos.

o equívoco em parte - mãe fora de casa

a partir do momento que a mulher se torna mãe, ela continua tendo o seu lugar onde ela quiser, MAS existe uma vida sob sua responsabilidade, assim como sob a responsabilidade do PAI.

o fato é que nos dias atuais, poucas famílias podem se dar ao luxo de uma dessas figuras passar a maior parte do tempo em casa exercendo esse papel, mas não é porque isso não é possível que deixou de ser fundamental.

uma série de obstáculos já se colocam desde o início. é mais que conhecido que a amamentação ajuda na redução da obesidade infantil, principalmente a prolongada. mas quantas empresas incentivam de fato a licença maternidade de pelo menos 6 meses? quantas mulheres estão tranquilas que ao retornarem para o trabalho não serão demitidas? isso sem falar em todas as dificuldades que a mulher passa para amamentar, quando consegue...

outro equívoco é acreditar que se mãe ou pai estão em casa, a criança terá menos problemas de obesidade. e se algum dos 2 também não tiver uma alimentação saudável, de que adianta? e se o hábito for comer um bando de superprocessados, refrigerantes e tranqueiras semelhantes?

alguém tem que exercer esse papel, seja mãe, pai, avós, empregados, ou quem quer que seja. não incluo escola porque entendo que seu papel é complementar, a responsabilidade principal tem sim que estar em casa.

então, o problema é bem mais complexo do que apenas a mãe estar em casa.


a matéria:
https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2017/03/15/ministro-associa-obesidade-a-criancas-nao-descascarem-alimentos-com-as-maes.amp.htm

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