17 abril 2016

Pão de forma integral barbaramente saudável e fácil

Esse pão já tem um tempo que faço e cada vez modifico um pouco a receita, mas o padrão, que não tem erro, é o seguinte:

- 2 xic de farinha de trigo integral (se sua farinha for a orgânica, ela tem bastante farelo, então é bom peneirar um pouco para a massa não ficar muito pesada)
- 1 cs de fermento biológico
- 1 cc de de sal
- 1 cc de açúcar (se for mascavo, peneire)
- 1/4 xic de óleo ou azeite
- 1 xic de água morna

Numa tigela, misture 1 xic de farinha e o sal. Misture o fermento e o açúcar na água. Em seguida, incorpore na farinha, acrescente o óleo e vá adicionando a outra xícara de farinha, mexendo bem com o batedor (também pode usar liquidificador ou processador, mas não é necessário). A massa fica homogênea e cremosa, tipo bolo.
Pode acrescentar o que desejar, chia, quinoa, aveia, linhaça, orégano, use sua criatividade. Nesse, por exemplo, coloquei mais 4 cs, aveia, chia, linhaça e gergelim, 1 de cada, e ainda coloquei semente de abóbora por cima.
Deixe o pão descansar por 30 minutos tampado em local preferencialmente quente.
Leve ao forno pré aquecido a 220o por 40 minutos, mas após meia hora, faça o teste do palito, geralmente assa nesse tempo na forma de silicone.
Pode substituir uma das xícaras de farinha por outra que não seja trigo. Atente apenas para a textura.


1a foto antes de descansar, 2a após e 3a já pronto

LEGENDA:
CC - colher de chá
CS - colher de sopa

05 abril 2016

Não é simplesmente cozinhar...

Assisti um documentário incrível no Netflix chamado "Cooked".
Nele, o escritor Michael Pollan aborda o ato de cozinhar como uma transformação em nossas vidas em diferentes aspectos.
Fiquei encantada com os 4 episódios e no último, um texto dele descreve exatamente tudo o que sinto a cada envolvimento maior que tenho com a culinária; a alegria ao criar uma comida que irá alimentar e nutrir minha família. Fiquei tocada e emocionada com o texto:

"...cozinhar ou não cozinhar é uma questão secundária. Embora eu saiba que talvez isso seja direto demais.
Cozinhar significa algo diferente em épocas diferentes para gente diferente. Não costuma ser algo radical. Mesmo assim, até cozinhar algumas noites a mais na semana, ou dedicar o domingo a preparar refeições para a semana, ou talvez tentar de vez em quando fazer algo que só esperaria comprar...
...mesmo estes atos modestos constituirão uma espécie de voto. Voto para o que exatamente?
Em um mundo onde tão poucos de nós são obrigados a cozinhar, escolher fazê-lo é fazer um protesto à especialização. Contra a total racionalização da vida. Contra a infiltração do interesse comercial em todas as esferas de nossas vidas.
Cozinhar pelo prazer de fazê-lo, dedicar uma parte de nosso tempo a isso é declarar nossa independência de corporações que querem dirigir cada momento de nossas vidas para mais uma ocasião de consumo. Cozinhar tem o poder de transformar mais que plantas e animais.
Descobri que cozinhar nos dá a rara oportunidade na vida moderna de trabalhar diretamente em nosso sustento e no das pessoas que alimentamos.
Nos cálculos da economia, fazer isso talvez não seja o uso mais eficiente do seu tempo. Mas mesmo assim é bonito. Pois existe hábito menos egoísta, trabalho menos alienado, tempo menos desperdiçado, que preparar algo delicioso e nutrir as pessoas que você ama?"

Especialmente para meu marido e meu filho.