28 outubro 2015

Amaciante ecologicamente correto e economicamente bom para o bolso

Há poucos dias, minha amiga Silvana falou que usava vinagre na última lavagem das roupas e que ficavam macias pois ajudava a retirar completamente o sabão. Testei e amei!!!

Não uso amaciante há um bom tempo, primeiro, porque achava enjoativo o cheiro de amaciante na roupa e depois, também por descobrir o quanto é prejudicial para o meio ambiente.

Pesquisando aqui, pesquisando ali, li que o vinagre possui ácido acético que neutraliza as cargas negativas deixadas pelo sabão nas fibras da roupa :
"...durante o processo de lavagem das roupas, ao entrar em contato com a água, a parte polar da molécula do sabão se liga à água e a parte apolar, à gordura. Durante o enxague, as moléculas do detergente saem com a água levando a gordura..., o excesso de moléculas do sabão fica aderidi à fibra, conferindo carga negativa ao tecido..., o que dá à roupa aquela característica áspera e ressecada".

Como fazer:
- o ideal é usar vinagre de vinho branco, aproximadamente 100 ml para cada 5 kg de roupa;
- não precisa diluir, utilizar na última lavagem ou colocar no recipiente de amaciante, se a máquina possuir;
- se tiver cheirinho depois da lavagem, ele some após secar;
- não utilizar em roupas com tecidos finos e delicados.


fonte: (http://mulher.uol.com.br/casa-e-decoracao/noticias/redacao/2015/06/13/vinagre-no-lugar-do-amaciante-sim-o-truque-funciona-aprenda-a-usar.htm)










23 outubro 2015

Panqueca com talo de espinafre barbaramente saudável

Receitinha boa, fácil e prática. Pode utilizar vários recheios.

Ingredientes:
1/2 xícara de farinha de trigo integral
1/2 xícara de farinha de trigo branca
1 ovo
1 xícara de leite
Sal a gosto
Talos de espinafre (usei 6)

Preparo:
Apenas bater tudo no liquidificador até ficar homogêneo
Untar uma frigideira (com bom teflon, basta 1 gota de óleo), colocar 1 concha da massa e espalhar. Manter em fogo médio e aguardar um pouco para virar. Ela solta facilmente.

Sugestão para recheio:

Misture ricota fresca, iogurte natural, curry, cenoura ralada e semente de girassol. Fica uma pastinha deliciosa e dá liga na hora de enrolar a panqueca.

Fica ótimo também fazer um molho de tomate e jogar por cima, mas não é necessário.

Bom apetite!

20 outubro 2015

Economizando água com a máquina de lavar

Não só em tempos de crise hídrica, mas algumas economias são fáceis para serem colocadas em prática. Claro que muitos não acham necessário pois a água não falta em suas torneiras. Eu também pensava assim, pois não tinha sentido na pele o que era ficar sem água ou com pouca água, situação bem comum para outros tantos há muito tempo.
Como diz um ditado - "uns aprendem pelo amor, outros pela dor" -eu completo, que muitos nem pela dor...
A crise não bate mais na minha porta, mas desde que passamos por um pequeno período com ela, aprendi algumas coisas e permaneço praticando, levando em consideração que se economizo, isso trará benefícios para as gerações futuras e é para isso que me empenho cada vez mais para ser uma pessoa que busca respeitar os recursos que tem.
Então, segue um vídeo de como faço para reaproveitar a água da máquina (depois de ter danificado a mesma e aprendido a forma correta de fazer isso).
Comprei uma lixeira de 100 litros, que fica ao lado da máquina, e lá despejo a água da última ou penúltima lavagem, que reuso no molho da lavagem seguinte.

Dica 1:
- vão reparar que tem uma rede (aquelas de fruta), amarrada na mangueira da máquina. Isso evita que caia sujeira, na água que armazeno. Também faço o mesmo quando vai direto para o esgoto. Os resíduos ficam presos na rede, basta ficar atento para não acumular muita sujeira na rede e prejudicar o funcionamento da máquina.

Dica 2:
- ao encher a máquina com a água armazenada, ela parece que não enche, mas isso é só até uma parte. A minha, por exemplo, vai armazenando no reservatório interno dela, até o momento em que ele está cheio e o tambor começa a encher também.

Dica 3:
- cuidado para não molhar o painel da máquina. Foi essa bobagem que fiz e danifiquei a minha.

Dica 4:
- a mangueira de despejo não pode ficar muito baixa, se não a água pode retornar para a máquina e queimá-la.

Dica 5:
- não esqueça de manter o local de armazenagem fechado enquanto não usa.




18 outubro 2015

Pão de tapioca (bolo de caroço) barbaramente saudável

Descobri essa receita, fiz minhas adaptações (para variar) e ameeei!!! Ela vem do Maranhão.

Para quem quer reduzir o glúten ou até não pode ingeri-lo, é uma boa opção, principalmente porque leva chia também, o que reduz o índice glicêmico(IG) da tapioca.

Muitas pessoas comem tapioca achando que estão fazendo uma boa troca por não ter glúten, entretanto desconhecem seu alto IG (aumenta o nível de açúcar no sangue rapidamente). Então é bom ter cautela.
"sempre que ingerimos carboidratos, estes entram na corrente sanguínea com diferentes velocidade...quanto mais rápido o seu ingresso, maior será a liberação de insulina pelo pâncreas..." (http://adies.com.br/site/a-diabetes/indice-glicemico/)

Ingredientes:
1/2 kg de farinha de tapioca granulada (a mesma que usa para cuscuz doce)
2 colheres de sopa de chia
3 ovos
2 colheres de sopa de manteiga
700 ml de leite de sua preferência (usei fresco integral diluído, +ou- 500 de leite e o resto de água)
Sal a gosto (deixe bem salgadinho pois no forno, o sal quase desaparece)
Polvilho doce para dar liga

Preparo:
Deixe a tapioca de molho no leite até que ela hidrate, em torno de 1 hora. Solte com um garfo e misture com as claras em neve e as gemas. Acrescente os demais ingredientes. Mexa tudo com as mãos. Se precisar, acrescente polvilho doce para formar as bolinhas (o tamanho de mini pão é o que fica mais saboroso) e leve ao forno médio (usei 230o) até ficar dourado (levou em torno de 40 minutos.

Dica - fiz também numa forma de pão. Ficou parecendo aquele bolo de mandioca tipo puxa-puxa. Não é ruim, mas não combina com o sabor salgado. Os pãezinhos ficaram espetaculares!


16 outubro 2015

Quando nasce uma criança, nasce a culpa - até onde?

O objetivo não é julgar e sim alertar.
Essa criança de +ou- 4 anos estava na minha frente na fila da padaria.
1o pediu refrigerante e o pai deu, ainda por cima direto na lata e sem nem limpar.
Depois pediu batata frita de latinha e ele igualmente deu.
E ia pedindo e pedindo e o pai dando, não sei se por culpa ou por falta de conhecimento em questões de alimentação, consumo e limite.
No decorrer de menos de 10 minutos, ele chegou ao caixa com sua conta, o refri, a batata, um biscoito de chocolate e um pacote de confeito.
OK, cada um educa da sua maneira, cada um alimenta da sua maneira e sim, quando nasce uma criança, nasce a culpa nos pais. Culpa que nos persegue em diversos aspectos.
Só que não podemos deixar que essa culpa prejudique o futuro dessas crianças.
Como? Reflexão, mente aberta para diversos conceitos e não viver com a desculpinha - comigo foi assim e estou vivo.
O menino infelizmente já aparentava sobrepeso, fora outros aspectos que não pude avaliar.
Quer dar uma guloseima para uma criança nessa idade? OK, o filho é seu, mas não foi 1, foram várias! E refrigerante nessa idade, para que????
Realmente me choco com o volume de informações sobre saúde infantil que nem precisamos buscar, pois estão povoando as redes sociais, e mesmo assim, essa cena que presenciei, não é exceção...

09 outubro 2015

Amamentação - dificuldades e realizações ao longo de 2 anos

Nessa semana, deu muito o que falar o desabafo de uma jornalista que não conseguiu amamentar. Não sou ela, não vivo a vida dela, não sei se ela teve ou não o apoio e a informação adequados, portanto não me cabe julgá-la.
Entretanto, como tive uma experiência longa com a amamentação e que nos primeiros meses, por pouco não desisti, cabe a mim compartilhar o que vivi e quem sabe ajudar outras mulheres a superarem suas dificuldades.

Amamentei por 25 meses.
Para muitas mulheres amamentar pode ser fácil, mas para mim não foi. Nos primeiros 2 meses, achava que era uma índia, bastava pendurá-lo e tudo estava resolvido, mas não foi bem assim. O freio da língua dele começou a atrapalhar, ele mamava em intervalos menores que 2 horas, era pauleira.
Decidimos operar o freio (cirurgia rápida e tranquila) e junto vieram extrações com bombinha elétrica várias vezes ao dia (um saco), translactação com meu leite e depois com leite artificial por um período, algumas sessões de fono para reaprender a pega correta, leite secando por quase 24 horas, não foi fácil, foi um trabalho árduo!

Muitas vezes pensei em desistir, muitas vezes fui questionada o porquê ele era tão magrinho, se não precisava de complemento, de comida já com 4 meses e por aí vai. Mas me mantive determinada e persistente (para muitos teimosa) e amamentei exclusivamente até 6 meses, como recomenda a OMS e o Ministério da Saúde.

Só consegui isso graças a Deus em 1o lugar, a um apoio técnico fundamental de Douglas Nóbrega Gomes (pediatra), que até faxineira arrumou p/ me ajudar, Maria Teresa Cera Sanches (fonoaudióloga), ambos da Casa Curumim, e mais que tudo, graças ao meu marido que deu todo conforto emocional para aguentar o tranco!
E olha, amamentação depende de diversos fatores, mas o fundamental é o emocional, se a cabeça da gente não está bem, não há produção de leite que resista!

Depois do 6o mês, quando ele começou a comer outros alimentos, aí sim comecei a curtir a amamentação. Os espaçamentos eram bem maiores e não estava mais preocupada que somente isso seria responsável pelo crescimento dele.

E assim continuamos. Engraçado que muitas mães comentam que são cobradas por não amamentarem, e outras por ainda amamentarem após o 1o ano. Durma-se com um barulho desse!
Ouvi "batatadas" do tipo - ah, com essa idade o peito é só aconchego/ nossa, ele vai ficar mimado/ etc, etc. Muitas vezes me fiz de surda para não perder tempo explicando todos os benefícios da amamentação prolongada, comprovados cientificamente. O fato é que a decisão era minha, com apoio de meu marido e deixando livre para meu filho parar a hora que bem entendesse.

O ano passou e cada vez ele foi diminuindo a frequência de mamadas. Com quase 2 anos, ele mamava 1 vez por dia, mas tinha dias que nem pedia, então o deixei à vontade e percebi que esse era um processo natural de desmame, até que um dia não pediu mais.

Por que conto tudo isso? Por me sentir vitoriosa, claro, mas para apoiar qualquer que seja a decisão de uma mulher. Só ela pode saber o que quer. Se a decisão for amamentar, estou aqui para ajudar com minhas experiências e indicar bons grupos de apoio e profissionais, se necessário.

E ficam aqui os pontos principais do que vivi:

– leite fraco – NÃO EXISTE! “pelamordedeus” ! existe criança que não extrai todo o leite, que foi o meu caso

– pouco leite – é possível, mas pode ser aumentado através do estimulo (quanto mais mama, mais produz) e pode ser incrementado com a translactação/ relactação. Há diversos relatos que podem ser encontrados no google sobre isso. Há medicamentos que também ajudam na produção, mas fica aqui minha sugestão do missoshiro com iriko, no meu caso deu muito certo.

– leite secar e voltar – totalmente possível, já vi relatos inclusive de mães que ficaram mais de 1 mês sem amamentar e conseguiram voltar com a “trans”

Mesmo assim, continuo dizendo, amamentação depende de todo um apoio, principalmente do parceiro, e de muita disposição, pois consome bastante a mãe e a produção de leite depende muito da condição emocional da mãe, pois é o cérebro que libera a ocitocina que vai produzir o leite.

Nem todas mulheres estão preparadas ou querem passar por isso e suas vontades devem ser respeitadas! Cada mãe sabe o que é melhor para ela e seu filho!

Mais importante que julgar a atitude de uma mãe, é perguntar se ela precisa e principalmente se quer ajuda.

07 outubro 2015

Diversão econômica com crianças

Muitas vezes me perguntam como descubro tantos programas legais para fazer com meu filho e principalmente gastando nada ou bem pouco.

Tenho por hábito pesquisar essas atividades em diversos sites (Valekids e Catraquinha, por exemplo) e também alguns programas que faço nem sempre são lembrados ou conhecidos.

São Paulo é uma cidade rica em programação infantil, o paulistano não pode reclamar, é só saber procurar.

- parques e praças - há uma série deles muito agradáveis e gratuitos na cidade. o paulistano tem o hábito de frequentá-los principalmente nos finais de semana, e, particularmente, acho imperdíveis não só pelo contato com a natureza mas também pela série de programações que ocorrem.

- bibliotecas e livrarias - há bibliotecas encantadoras na cidade, um exemplo é a biblioteca do parque Villa Lobos, onde a área voltada para o público infantil é incrível! Todas as grandes livrarias também possuem área infantil e muitas organizam contação de história e outras atividades.

- cinema - sim, é possível gastar pouco em cinema. se você é cliente bradesco, amex ou vivo, paga meia no cinemark. se é cliente itaú, meia no espaço itau e em alguns da rede playarte. se é cliente santader, meia no cinépolis jk, nas salas santander. então é bem razoável. além disso, crianças pequenas, que ficam no colo, normalmente não pagam. e se você tiver oportunidade de ir durante a semana, paga menos ainda. pipoca? não compro, não só pelo preço, mas principalmente pela má qualidade do alimento. costumo levar outros "petiscos" mais saudáveis na bolsa e já até levei pipoca feita em casa. tenho vergonha zero principalmente quando se trata de boa alimentação. bebida? água, é claro, e obviamente levo de casa.

- museus e afins - o Masp tem entrada gratuita às terças (todo o dia) e às quintas (após às 17h). na grande maioria dos museus, crianças pequenas não pagam ou pagam muito pouco. O Museu do Inseto, na Vila Mariana, é muito interessante para eles, tem até corrida de baratas rsrs. Exemplo na categoria "afins", cito o Catavento Cultural, sou apaixonada por tudo o que há lá.

- unidades do Sesc - outra paixão minha em São Paulo. A maioria das unidades tem espaço infantil gratuito. O Sesc Pinheiros tem apresentações gratuitas de circo ou teatro quase todos os sábados e domingos. Consulte a programação no site Sesc SP

E se a questão são os estacionamentos caros em shopping ou na rua, bom, cada vez mais procuro deixar o carro perto de uma estação de metro e fazer tudo o que posso de trem ou metro, às vezes também de ônibus. Assim, meu filho também vai acostumando cada vez mais a andar de transporte público para seu divertimento. Barbaramente saudável e sustentável :D