13 março 2015

"A criança gordinha de hoje pode ser o adulto obeso de amanhã"

Sim, sim e sim!
Lendo o compartilhamento abaixo da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), posso afirmar com certeza que a frase deles, que dá título a esse texto, é totalmente verdade
Só eu sei o que passei.
Aos 9, graças a estimuladores de apetite, comecei a engordar. Meus pais nunca proibiram nada na minha alimentação e não tinham acesso a nem metade das informações que temos hoje em dia.
Minha mãe, marinheira de 1a viagem, preocupada com uma filha que era chata para comer, liberava o que eu aceitava comer - biscoito recheado, requeijão, macarrão instantâneo e outras tranqueiras. Culpa dela? Não, ela não sabia o mal que essas porcarias faziam.
Aos 12, comecei a praticar esportes e dei uma emagrecida. Aos 18, conheci pela primeira vez os inibidores de apetite e até os 35, vivi na guerra contra o peso, estimulada por inibidores, muito esporte e comida relativamente saudável.
De pouquinho em pouquinho voltei a engordar. Na gravidez, emagreci e assim permaneci durante a amamentação.
Meu filho mamou livremente por 2 anos, mas quando a frequência diminuiu, após a introdução alimentar com 6 meses, voltei a engordar gradativamente.
Em 1 ano, engordei 7 kg e em seguida mais 3 kg, ao todo 10 kg em 1 ano e meio.
Foi quando em Julho/ 2014, decidi mudar isso e espero que para o resto da vida.
Um compulsivo alimentar nunca pode cantar vitória, tem que estar sempre atento a qualquer deslize.
Mas, dessa vez, acredito que seja diferente. A grande mudança em minha alimentação tem sido fundamental na manutenção do peso que eliminei, sai dos 80 kg para os 65 kg atuais.
Toda essa mudança é estimulada principalmente pelo que proporciono na alimentação de meu filho. Não quero que ele passe por tudo que passei.
Muitos falam - se proibir é pior, a criança vai atacar o que vir pela frente depois.
Então questiono, se nada foi proibido a mim, porque eu atacava mesmo assim?
Podem até me dizer - ah, foram os estimulantes na infância e/ou os inibidores depois na fase adulta.
OK, eles até podem influenciar, mas o fato é que a educação alimentar tem grande impacto nisso. Prefiro que meu filho conheça bons alimentos e depois escolha se quer continuar seguindo esse caminho.
Acho mais fácil isso, do que lá na frente, um adulto com paladar viciado, que teve livre acesso a açúcar, gorduras e tudo de pior que possa imaginar, conseguir abrir mão de tudo isso na escolha de uma vida saudável.
É claro que toda regra tem sua exceção, mas diante do que passei, prefiro oferecer alimentos saudáveis e o futuro... a Deus pertence.
Pensem nisso.
foto: blog nutricionista gabriel nunes

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