25 fevereiro 2015

Água, água, água, sempre ela

Ontem, aconteceu aqui em São Paulo uma aula pública no vão do Masp para analisar toda a situação em que nos encontramos, debater e propor soluções. Não pude comparecer, mas toda a aula foi transmitida ao vivo e acompanhei os debates.

Ele foi organizado pela Aliança pela Água (1) e pela Assembléia Estadual da Água (2).

Dentre tudo o que foi abordado, percebi que os principais pontos abordados pelos palestrantes foram:

- a proteção das mananciais (fontes de água superficiais ou subterrâneas);
- não privatizar o abastecimento;
- cobrar do governo ações imediatas contra os grandes consumidores de água, que não são os residenciais.

Foram colocados também todos os aspectos históricos de falta de investimento na rede, distribuição indevida de lucros, dentre todos os outros temas que vêm sendo citados em diversas matérias que lemos.

Achei bastante instrutiva e esclarecedora a aula, entretanto, apenas um ponto me incomodou. Concordo, e contra fatos não há argumentos, que os principais culpados pela situação que chegamos não somos nós consumidores residenciais, não são nossos banhos, nossas descargas, louças e roupas lavadas, mas sim indústrias que ainda recebem incentivos quanto mais consomem. Mas acho perigoso esse tipo de abordagem.

OK, não somos culpados, mas isso não retira nossa responsabilidade em aprender a consumir com consciência. Por mais que nosso consumo não seja impactante, precisamos respeitar e usufruir da maneira correta os recursos naturais que ainda temos, seja água, energia, solo e árvores.

Muitas pessoas podem continuar achando - "ah, a culpa não é minha, é da indústria, do governo, vou continuar usando como sempre fiz". Isso é falta de gratidão ao que temos, além de imaturidade e irresponsabilidade.

Portanto, penso que movimentos como o de ontem são extremamente importantes, mas não podemos nos eximir de nossa responsabilidade e precisamos parar de sempre buscar um culpado.

Abaixo, link para um trecho do que foi debatido:
http://www.guerrilhagrr.com.br/post/112054421595/sao-paulo-vai-virar-itu-por-monica-seixas-e-pedro


"(1)Sobre a Aliança pela Água: Formada por uma rede de mais de 40 entidades, reuniu-se em outubro de 2014 para monitorar a crise e propor soluções de curto e médio prazos e colaborar com a construção de uma nova cultura da água. Inclui ONGs ambientalistas, associações de defesa do consumidor, especialistas, coletivos, grupos da região de mananciais e movimentos sociais. No dia 9 de fevereiro, a Aliança pela Água apresentou a proposta Chamado à Ação sobre a Crise Hídrica: Por um Plano de Emergência para o Estado de São Paulo. Disponível online em www.aguasp.com.br, ou pelo link http://goo.gl/PQ9ULM

(2)Sobre a Assembléia Estadual da Água: Fundada em dezembro de 2014 por coletivos, movimentos sociais, ONGs e ativistas, defende a água como um direito, a gestão da água com transparência e participação popular e o combate ao desmatamento e proteção dos mananciais através, principalmente, da realização de assembleias e mobilizações de rua."




foto: educador.brasilescola.com


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