10 janeiro 2015

Carne -comer ou não?

O tema é controverso. Além de crenças nutricionais, há costumes arraigados há muitos anos.
Desde 21/12/14, decidi tentar não comer mais carne vermelha e branca, independente da origem, por uma questão emocional ao ficar abalada assistindo o documentário -  "A carne é fraca". É antigo, mas fugia dele há um bom tempo pois imaginava que iria me abalar.
É claro que já tinha ideia de como era o abate dos animais, mas ao ver claramente, fiquei de fato abalada e decidida a tentar não comer mais.

Carne bovina e de frango não tenho dificuldade pois nunca morri de amores, comia por hábito. Já a suína, confesso ser um grande esforço, principalmente pelos embutidos.
Mesmo tendo passado o natal em contato direto com lindos porquinhos vivos :), olhava para eles e falava - desculpem, vocês são lindos, eu vou me esforçar, sei que não nasci para ser carnivora :)
Já o peixe e os ovos, ainda não desenvolvi um afeto tão forte que me motive a parar de comer.
Ontem, lendo o texto abaixo, surgiu a vontade de falar sobre o tema e compartilhar tudo isso

"Todas as crianças deveriam ser levadas por suas escolas a visitar uma criação industrial de porcos ou frangos; e um matadouro, onde deveriam poder testemunhar cada fase do abate e do corte. Acha essa sugestão revoltante? Se acha, pergunte a si mesmo qual é sua objeção: a escolha informada ou o que ela revela? Se não toleramos enxergar o que comemos, o que está errado não é o fato — é o de comer."

Achei esse trecho de profunda reflexão e mesmo antes de decidir parar, já tinha em mente fazer isso com meu filho lá pelos 5, 6 anos, levá-lo a um matadouro ou mostrar o documentário e deixá-lo decidir se quer ou não continuar comendo.
Mesmo tomando esta decisão para mim, não acho justo impor o mesmo a meu marido e meu filho, assim como não pretendo convencer ninguém a fazer o mesmo através deste texto. Minha intenção é proporcionar reflexão.

Nutricionalmente, por mais que muitos defendam que a proteína animal é fundamental, sou da linha que não concorda com isso. Acho que cada organismo é de um jeito, cada família tem um histórico e há diversas fontes de proteína vegetal que podem suprir nossas necessidades.

Para não ser irresponsável com minha decisão, fiz os exames de acompanhamento e vou repeti-los pelo menos anualmente. Além disso, já marquei a nutricionista que me acompanha para fazer um programa alimentar adaptado a esta minha nova realidade.

Portanto, não vou bater o martelo aqui se devemos ou não comer carne, é uma decisão individual e mesmo assim, também pode ser temporária... no meu caso, espero que permanente.

esta foto: outraspalavras.net

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