26 janeiro 2015

4o e 5o dias - com pouca água - 23 e 24/01/2015

Engraçado como nos acostumamos com praticamente tudo na vida.

O que há 2 dias era motivo de tensão para mim, agora já começa a virar rotina e fica mais fácil lidar.

Como já há horário determinado de racionamento no prédio (os registros permanecem fechados durante o dia para abastecimento das caixas, às 18h são abertos e fechados novamente às 22h), me programo para só precisar da água limpa nesse horário. Deixei 10 litros de água limpa armazenados para qualquer eventualidade, mas nem precisei utilizar nesses dias.

Na 6a, novamente passamos boa parte do dia fora de casa e assim, utilizamos bem pouca água enquanto os registros permaneciam fechados. Havia armazenado também a água do banho na banheira e é essa que utilizo na caixa acoplada para descarga.

E confirmo que nem tudo na vida é ruim. Os dias iniciais de aperto me ensinaram a arrumar outras soluções caso fique com pouca água durante o dia. É claro que com pouca água, você se vira, já sem água, é outra conversa...

Mais aprendizados:

- lavar louça com a torneira quase fechada. A antiga pressão que utilizava para a limpeza da louça mostrou-se desnecessária. Consigo muito bem lavar com um fiozinho de água e sempre com um balde ou bacia embaixo para não desperdiçar a água da lavagem. Essa água também é aproveitada para a descarga.

- a água do banho dura bem armazenada por 24h, mais do que isso, já fica com odor, mas numa necessidade, citronela nela!

- o mesmo para o vaso sanitário. se é apenas urina, jogo menos de 1 litro da água do banho direto no vaso e citronela.

- se fizer macarrão, não adicione óleo na água, apenas sal. essa água salgada, depois de fria, pode ser utilizada para regar as plantas.

Na 6a, já providenciamos 40 litros de água mineral. Numa emergência ou se a água da rua começar a ficar estranha, teremos água para beber.

E, como já era de se esperar, ninguém escapará desta seca, mesmo que não com tanta gravidade ou por períodos curtos, mas todos terão que fazer algo. Almoçando num bairro considerado nobre aqui em Sampa, nos deparamos com essa cena, "gato" de água :) por todas as casas da rua (não são típicos sobradinhos simples paulistanos, é uma região de casarões). Provavelmente essa água deve ser captada de algum poço ou nascente e distribuída para as casas ao redor. É... vivendo e aprendendo...



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