26 janeiro 2015

Tapioca - a queridinha das dietas da moda

Já que o tema de alimentação abordado foi o glúten (Glúten - vilão ou mocinho?), nada mais justo que uma receitinha de tapioca para aqueles que querem reduzir ou retirar o glúten e também para quem quer comer algo muito saboroso e saudável.

Compro a goma pronta (o que não é o melhor), mas ainda vou testar fazer em casa com polvilho azedo.

Há várias marcas de goma no mercado. Tem uma que gosto muito que parece mais soltinha, algumas outras parecem meio pegajosas. A dica é sempre peneirar (eu faço isso direto na frigideira com fogo apagado. Geralmente tenho ajuda profissional para peneirar, com supervisão direta embaixo do ajudante :)


Para um tamanho médio de tapioca, utilize 3 colheres de sopa da massa peneirada.


Costumo fazer o que chamo de "tapioca beneficiada" rs. Misturo na massa 1 colher de sobremesa de farinha de linhaça ou de beringela. Não altera o sabor e nem a liga. Geralmente faço recheada para mim. Gosto com queijo branco e orégano. 


Já meu filho prefere pura, sim, pura! Então faço tipo um "chips" de tapioca. O segredo é espalhar bem na frigideira. Se for uma média, utilize somente 2 1/2 colheres de sopa. 
Usar fogo alto até soltar as bordas, nesse momento, reduzir para o mínimo, virar a tapioca e deixar endurecer. Como ela está fininha, quebrará com facilidade.

- dica - neste caso, não pode deixar buracos na massa, se não ela não gruda e vira um pozinho quando muito fina como na foto

4o e 5o dias - com pouca água - 23 e 24/01/2015

Engraçado como nos acostumamos com praticamente tudo na vida.

O que há 2 dias era motivo de tensão para mim, agora já começa a virar rotina e fica mais fácil lidar.

Como já há horário determinado de racionamento no prédio (os registros permanecem fechados durante o dia para abastecimento das caixas, às 18h são abertos e fechados novamente às 22h), me programo para só precisar da água limpa nesse horário. Deixei 10 litros de água limpa armazenados para qualquer eventualidade, mas nem precisei utilizar nesses dias.

Na 6a, novamente passamos boa parte do dia fora de casa e assim, utilizamos bem pouca água enquanto os registros permaneciam fechados. Havia armazenado também a água do banho na banheira e é essa que utilizo na caixa acoplada para descarga.

E confirmo que nem tudo na vida é ruim. Os dias iniciais de aperto me ensinaram a arrumar outras soluções caso fique com pouca água durante o dia. É claro que com pouca água, você se vira, já sem água, é outra conversa...

Mais aprendizados:

- lavar louça com a torneira quase fechada. A antiga pressão que utilizava para a limpeza da louça mostrou-se desnecessária. Consigo muito bem lavar com um fiozinho de água e sempre com um balde ou bacia embaixo para não desperdiçar a água da lavagem. Essa água também é aproveitada para a descarga.

- a água do banho dura bem armazenada por 24h, mais do que isso, já fica com odor, mas numa necessidade, citronela nela!

- o mesmo para o vaso sanitário. se é apenas urina, jogo menos de 1 litro da água do banho direto no vaso e citronela.

- se fizer macarrão, não adicione óleo na água, apenas sal. essa água salgada, depois de fria, pode ser utilizada para regar as plantas.

Na 6a, já providenciamos 40 litros de água mineral. Numa emergência ou se a água da rua começar a ficar estranha, teremos água para beber.

E, como já era de se esperar, ninguém escapará desta seca, mesmo que não com tanta gravidade ou por períodos curtos, mas todos terão que fazer algo. Almoçando num bairro considerado nobre aqui em Sampa, nos deparamos com essa cena, "gato" de água :) por todas as casas da rua (não são típicos sobradinhos simples paulistanos, é uma região de casarões). Provavelmente essa água deve ser captada de algum poço ou nascente e distribuída para as casas ao redor. É... vivendo e aprendendo...



23 janeiro 2015

3o dia - com pouca água - 22/01/2015

Já cientes que não poderíamos contar com a água do prédio, novamente deixamos o pequeno na escola para almoçar e curtir. Nós 2, também almoçamos na rua e de lá partimos para o santo Sesc e garantimos nosso banho. Aliás, cada vez mais sou fã das unidades do Sesc em sampa.

Quando cheguei em casa às 18h, a água estava sendo aberta, porém ainda com pouca pressão. Como moro em andar baixo, rapidamente chega em meu apartamento, já os moradores de andares altos, sofrem com isso. Meu filho não queria tomar banho nesse horário, enchi 2 baldes de água para guardar. Deixei mais 2 para nossas necessidades e 1 bacia para usar na cozinha.

Acabou que quando ele foi tomar banho, por volta das 22h, ainda tinha um pouco de água e meu marido conseguiu dar banho no chuveiro, com ele dentro da banheira. Guardamos o equivalente a uns 7 litros do banho dele para utilizar na descarga.

Hoje, pelo jeito nossos vizinhos colaboraram mais e a água durou mais tempo! Uhuu!

Glúten - vilão ou mocinho?

Esse é um tema bastante na moda nos dias de hoje - o glúten.

Ele é uma das principais restrições das dietas atuais concorrendo de perto com a lactose. Logicamente, há pessoas que realmente não podem ingerir glúten, são as celíacas, elas têm reações à proteína gliadina presente no glúten, muitas graves que com o tempo podem até levar à morte.

Já li também alguns estudos relacionando a relação de psoríase, rosácea e algumas dermatites com o excesso de glúten. Li também sobre a melhora em crianças autistas ao deixarem de ingerir glúten e lactose. 

Eu que possuo rosácea, já testei ficar um bom tempo sem glúten para verificar se haveria alguma mudança. É claro que nem sempre as mudanças se apresentam rapidamente, só após um período restringindo aquele alimento. Para mim não houve qualquer alteração no aspecto da rosácea, mas também já percebi que o maior agravante dela é o estresse, no meu caso.

Mas hoje em dia, boa parte das dietas que excluem o glúten da alimentação são feitas com base em teorias que acreditam que a retirada dele ajuda na perda de peso e no melhor funcionamento do organismo. Muitos também acreditam que mesmo não prejudicando no presente, a ingestão do glúten pode levar a sérios comprometimentos, principalmente intestinais, numa idade mais avançada.

Particularmente, acho que o problema todo é o excesso de ingestão e também a qualidade do trigo atual (entre outros ingredientes que possuem glúten). Mas, isso é minha opinião (lembrando, não sou nutricionista, nem médica), com base no que observo em pessoas que convivo e em mim. Acho que toda restrição alimentar por "modismo" ou apenas para emagrecer, isto é, que não seja por uma questão de saúde ou por muita convicção (racional ou emocional), pode levar a uma compulsão futuramente. O ideal sempre é o equilíbrio.

Se diariamente a pessoa come por exemplo, um pão francês pela manhã, no almoço macarrão, aí no lanche da tarde alguns biscoitos, chega em casa e vai jantar uma pizza com cerveja, logicamente o vilão dessa estória não é o glúten e sim o excesso dele. E se de uma hora para a outra, a pessoa corta tudo isso da alimentação, é óbvio que vai emagrecer e se sentir melhor!

Agora, se numa dieta equilibrada, rica em nutrientes, você ingerir um alimento por dia que possui glúten, como um pão integral ou uma massa integral, acho pouco provável que terá desconfortos gástricos ou intestinais e irá engordar (lembrando, no caso de pessoas não celíacas).

Vale destacar também a qualidade da farinha que ingerimos ultimamente. Dê uma olhada no rótulo, veja quantos outros itens são adicionados a ela, procure saber a origem do trigo (muitas vezes transgênico) que é utilizado. Com tudo isso, será mesmo que o glúten é o vilão?

Experimente um pão ou massa feito com farinha orgânica integral. No caso de pães, experimente também os de fermentação natural e compare a diferença em seu organismo.

Ah, e sempre bom ressaltar, o glúten não está presente apenas no trigo, como também na cevada, no centeio e na aveia.

Leia sempre os rótulos, não são somente o pão, o biscoito e o macarrão que possuem glúten, você vai encontrar em diversos outros alimentos principalmente processados. Fique atento para não consumir em excesso sem nem saber!
foto: hypescience.com

22 janeiro 2015

1o dia - com pouca água - 20/01/2015

Olá pessoal.
Diante dessa nova realidade que se apresenta em meus dias, resolvi começar a compartilhar como tem sido a rotina de uma família com 2 adultos, 1 criança e 1 cão pequeno sem água frequente. Talvez, possa ajudar outras pessoas durante a crise hídrica e também despertar novos hábitos de economia para quem AINDA não passa por isso.



Em 12 de outubro do ano passado, tivemos um breve ensaio de como isso seria, mas nem de longe semelhante ao que passamos agora. Na época, o síndico do prédio encomendou um caminhão pipa para abastecer durante 1 dia e 2 dias depois, a água voltou a abastecer o prédio normalmente.

Eis que na última 3a feira, pela manhã, ao abrir a torneira me deparo com essa água bem fraquinha. Soube que realmente estava acabando.

Obs: Não desperdicei nem a água que caía enquanto fotografava.



 
Não demorou muito e logo acabou. Não é minha prática sair estocando água em grande quantidade, uma vez que moro em condomínio com várias outras pessoas e seria injusto pensar só em mim, guardo somente 1 litro para lavar as mãos, escovar dentes e outro litro filtrada para uma emergência. Obviamente, muitos pensam diferente e ao saberem que a água está acabando, correm para estocar e assim, acaba mais rapidamente...


Meu filho está almoçando na escola durante essa semana, então a solução para precisar de menos água em casa foi sair com meu marido e almoçar na rua.
Como passamos a tarde toda na rua, também não foi necessária água no banheiro para as necessidades básicas.
Ao chegarmos, soubemos que a água havia entrado durante o dia no prédio, mas os registros permaneceram fechados para conseguir encher as caixas, e só foi possível encher 1! Às 18h abriram os registros. Meu marido correu para tomar banho com meu filho.
Durante o banho, ele continuou com as práticas básicas de economia: torneira fechada enquanto se ensaboa, banho rápido e ralo fechado, pois temos banheira e essa água do banho aproveitaríamos na caixa acoplada do vaso sanitário.
Às 21h, quando fui tomar banho, a água estava bem fraquinha. Quando estava quase terminando o banho, faltava tirar o sabão do rosto, ela acabou! Meu marido trouxe um pouco do litro que havíamos guardado e terminei de lavar.
Com os 3 banhos, armazenei menos de 50 litros, a água não batia nem no tornozelo.

Combinei com meu marido de usarmos somente 1 vaso sanitário. Quando for urina, ela permanece no vaso e jogamos apenas um pouco de essência de citronela para amenizar o odor. Já quando são fezes, não tem jeito, precisa mesmo da descarga, é aí que entra a água do banho armazenada (ainda bem que tem essa!). Só que essa água no dia seguinte começa a cheirar mal, então joguei na água da banheira, água sanitária e citronela também.
E você começa a rezar para não ter vontade de fazer o "número 2" em casa, para não precisar gastar aquela água... a que ponto chegamos...

Para o jantar, eu já tinha comida pronta de outro dia e apenas fiz um arroz com a água filtrada que havia guardado. Nessa situação, prefiro evitar feijão em casa, pois o prato fica mais sujo. A comida mais seca, suja pouco o prato, então depois passo um papel toalha no prato e nos talheres e guardo dentro da geladeira para utilizar novamente.

A panela que utilizei para fazer o arroz, deixo com arroz mesmo dentro da geladeira, e olha que detesto panela na geladeira, mas numa situação assim, é o melhor a fazer para não sujar outro utensílio e não ter que lavar a panela. Além disso posso reutilizá-la para fazer outro arroz passando apenas um papel toalha.



E assim vamos, de pouquinho em pouquinho aprendendo a viver sem ou quase sem o item mais essencial para nossa vida - A ÁGUA. Só não sei até quando será possível...




2o dia - sem água - 21/01/2015

Ao acordarmos, continuávamos sem água. Ela estava entrando no prédio mas os registros ficaram fechados para poder encher as caixas. Para dar oportunidade de acesso a água para todas as pessoas, a água hoje foi aberta às 14 horas.

Particularmente, esse horário tem 2 lados da moeda. Quem está em casa, geralmente é quem cuida dela e se tiver pouca consciência de coletividade, vai correr para lavar roupas, banheiro, cozinha e armazenar o máximo possível. Se for uma pessoa com altruísmo, só lavará roupas 1 vez por semana, e olhe lá, passará no máximo um pano úmido na casa e armazenará somente o básico necessário, assim sobrará mais água para o mais importante, o banho.

A grande maioria que trabalha o dia todo fora de casa, dificilmente terá água para isso nos dias em que o registro for aberto durante a tarde. Mas, faz parte da vida coletiva, é preciso agradar a gregos e troianos.

Como era de se esperar, não colaboraram e a água não durou nem 4 horas. Ao chegarmos um pouco depois das 18h em casa, não havia uma gota saindo da torneira.

As soluções que encontrei para esse dia:

- Como estávamos bem alimentados pelo que comemos durante o dia, fiz apenas um pouco mais de arroz (naquela mesma panela de ontem) e junto com ele, na mesma panela, coloquei alguns legumes para cozinharem juntos. E esse foi nosso jantar.

- Meu filho está começando a acostumar os ouvidos com a frase - não dá filho, não tem água. Triste realidade, mas todos precisamos passar por isso para aprender algo.

- E a grande questão do dia foi o banho. Como novamente passamos a tarde toda fora, o vaso sanitário não causou problemas com odor. A água armazenada na banheira já começa a cheirar um pouco. Joguei mais citronela pois não posso desperdiçá-la. E banho... nada...

Poderia ir ao Sesc ou na casa de algum amigo, que tivesse água, para tomar banho, mas estava tão cansada que a solução foi o lencinho umedecido. Comprei uma boa quantidade, daqueles bem baratinhos, só para essa situação.

Cogitei descer para a piscina e tomar um banho de lua rsrs. Mas começou a garoar e preferi não arriscar.

- No que começou a chover, meu marido desceu com baldes para a área aberta do prédio para tentar armazenar um pouco de água da chuva, mas a chuva foi só para refrescar rapidamente, não deu para armazenar nada :)

O lado bom é que refrescou mesmo. Quanto menos calor, melhor para enfrentar essa situação.

- Corri para comprar 1 garrafa de água mineral no supermercado. Amanhã, já vou providenciar 2 garrafões daqueles de 20 litros de água mineral pois não dá para ficar comendo na rua todos os dias. Todos que vi no supermercado estavam comprando água. Isso é só o início...

E  você se pega sentindo falta de lavar as mãos toda hora, principalmente alguém como eu que faz isso com bastante frequência. Se pega também rezando para não ter vontade de fazer "número 2" em casa rsrsrs.

Agora, o que tenho armazenado para o vaso sanitário, é a última reserva de volume morto da minha banheira :D



19 janeiro 2015

Dando nova vida aos seus itens pessoais e aos de outras pessoas

Olá, como comentei outro dia no facebook, sou uma grande usuária de grupos e sites de desapegos, principalmente infantis. Não vejo motivo para comprar tudo sem uso, principalmente no caso de crianças que perdem as roupas muito rapidamente e também costumam perder o interesse por alguns brinquedos ou até ganhar muitos novos.

Também acho importante a criança crescer livre dessa onda consumista que vivemos e somos bombardeados constantemente, mas é apenas minha forma de pensar, não que todos devam pensar igual.

Pratico sempre em casa o seguinte: entrou algo novo, precisa doar ou vender outro. Meu filho com menos de 3 anos já sabe e participa da separação de brinquedos e roupas dele para doação ou venda.

Para quem tem interesse, há diversos grupos no facebook e muitos criados por categoria: roupa infantil, roupa de festa, sapatos femininos, brinquedos, etc. Se você escrever apenas "desapego" na busca do facebook, vários grupos serão listados.

Fique atento ao que outros participantes comentam sobre o funcionamento do grupo e sobre pessoas que lá vendem. Alguns desses grupos só aceitam novos participantes sendo convidados de integrantes do grupo, como é o caso de um que participo ativamente, tanto para compra, quanto para venda. Esse tipo de seleção é importante para evitar que você fique na mão na hora de uma negociação. Graças a Deus, até hoje, tudo que comprei chegou e em excelente estado, também tudo que vendi, recebi corretamente do comprador.

Um site que me cadastrei mas ainda não utilizei foi o "retroca", vejo muitas pessoas falando bem - Site Retroca

Para terem uma ideia do que já comprei em ótimo estado, paguei R$20 num par de crocs praticamente novo, apenas sem a tira, mas como era só para meu filho andar em casa, foi um ótima compra. Essa semana mesmo, vendi um par da mesma marca que ele só usava em casa e não cabia mais, novinho também, por R$35. Comprei pista e acessórios de Hot Weels por menos da metade do preço da loja e uma cabaninha por muito menos que a metade! O tênis que ele usou durante todo o ano letivo passado também foi de 2a mão e já comprei outro com a mesma vendedora para este ano, super novo e R$20!!! A sandália da foto também custou bem menos do que a metade do preço e é maravilhosa!


É lógico que também acho muito importante doar aquilo que não usamos mais ou que vemos que apesar de usarmos poderá fazer outra pessoa mais feliz. Mas fica a critério de cada um o que vale ser doado e o que compensa ser vendido.

Mesmo numa venda, principalmente de um produto infantil, a criança que recebe o produto fica imensamente feliz, foi o caso do meu filho com tudo o que comprei e mais emocionante ainda uma venda que fiz na semana passada. Havia comprado um andador de tecido (parece um paraquedas) e meu filho praticamente não usou. Coloquei à venda nesse grupo por um preço muito barato, impossível de se encontrar no Brasil por este valor. Ele foi comprado para uma menina com um pequeno atraso motor e foi indicado pela fisioterapeuta. Depois, a mãe enviou a foto da menina usando com um sorriso enorme no rosto parecendo se sentir livre. Nossa, valeu muito mais do que o valor que recebi pelo produto!

Por isso apoio - doe ou venda, compre itens usados, coloque a energia para circular! 

Assim você também colabora com o meio ambiente, pois não precisa produzir outro daquele produto, diminui o consumo exagerado que vivemos nos dias atuais e faz outra pessoa feliz!

12 janeiro 2015

Cuscuz marroquino barbaramente saudável

E já que falei sobre minha nova opção alimentar quase vegetariana, compartilho com vocês uma receita que adoro, rápida, bastante versátil e que até hoje todos que provam, gostam.

Compro a semolina de trigo no supermercado na faixa de R$8/ 500g, mas ela rende muito. Essa quantidade depois de pronta, se você acrescentar muitos ingredientes, dá para 4 pessoas comerem muito bem como prato principal.

Sempre vario os ingredientes que acrescento, mas costumo utilizar como padrão a cebola e a cenoura, mas pode utilizar beterraba, berinjela, vagem, tomate, pimentão, pepino, etc, a seu critério.

Também utilizo alguma oleaginosa ou semente de girassol para ficar crocante, além de colocar quase todos os ingredientes crus, exceto berinjela e vagem, dos citados aqui e, boa parte deles com casca, se forem orgânicos.

Você também pode acrescentar gergelim, linhaça, quinoa, quanto mais enriquecido, melhor.

Benefícios da semolina:
Além de ser fonte de potássio e proteína, é excelente fonte de selênio, um importante antioxidante que protege os vasos sanguíneos.

Modo de preparo:
- Para cada xícara de semolina, utilize 1 xícara de água quente para hidratar. Coloque também no momento da hidratação, 1 colher de sopa de azeite.
- Deixe descansar por 10 minutos em um recipiente com tampa.
- A quantidade pelo menos dobra após a hidratação.
- Após o tempo de descanso, verifique se a água já foi toda absorvida, se positivo, acrescente os ingredientes escolhidos e tempere a gosto. Dê preferência a salsa, cebolinha, orégano e outros temperos para acrescentar o mínimo possível de sal.
- Pode ser servida quente ou fria.
- Quem come carne, também pode acrescentar proteína animal. Outra opção é utilizar ovos mexidos ou cozidos.

Resumindo, utilize a criatividade. A semolina cai bem com praticamente qualquer ingrediente.
Bom apetite!

10 janeiro 2015

Carne -comer ou não?

O tema é controverso. Além de crenças nutricionais, há costumes arraigados há muitos anos.
Desde 21/12/14, decidi tentar não comer mais carne vermelha e branca, independente da origem, por uma questão emocional ao ficar abalada assistindo o documentário -  "A carne é fraca". É antigo, mas fugia dele há um bom tempo pois imaginava que iria me abalar.
É claro que já tinha ideia de como era o abate dos animais, mas ao ver claramente, fiquei de fato abalada e decidida a tentar não comer mais.

Carne bovina e de frango não tenho dificuldade pois nunca morri de amores, comia por hábito. Já a suína, confesso ser um grande esforço, principalmente pelos embutidos.
Mesmo tendo passado o natal em contato direto com lindos porquinhos vivos :), olhava para eles e falava - desculpem, vocês são lindos, eu vou me esforçar, sei que não nasci para ser carnivora :)
Já o peixe e os ovos, ainda não desenvolvi um afeto tão forte que me motive a parar de comer.
Ontem, lendo o texto abaixo, surgiu a vontade de falar sobre o tema e compartilhar tudo isso

"Todas as crianças deveriam ser levadas por suas escolas a visitar uma criação industrial de porcos ou frangos; e um matadouro, onde deveriam poder testemunhar cada fase do abate e do corte. Acha essa sugestão revoltante? Se acha, pergunte a si mesmo qual é sua objeção: a escolha informada ou o que ela revela? Se não toleramos enxergar o que comemos, o que está errado não é o fato — é o de comer."

Achei esse trecho de profunda reflexão e mesmo antes de decidir parar, já tinha em mente fazer isso com meu filho lá pelos 5, 6 anos, levá-lo a um matadouro ou mostrar o documentário e deixá-lo decidir se quer ou não continuar comendo.
Mesmo tomando esta decisão para mim, não acho justo impor o mesmo a meu marido e meu filho, assim como não pretendo convencer ninguém a fazer o mesmo através deste texto. Minha intenção é proporcionar reflexão.

Nutricionalmente, por mais que muitos defendam que a proteína animal é fundamental, sou da linha que não concorda com isso. Acho que cada organismo é de um jeito, cada família tem um histórico e há diversas fontes de proteína vegetal que podem suprir nossas necessidades.

Para não ser irresponsável com minha decisão, fiz os exames de acompanhamento e vou repeti-los pelo menos anualmente. Além disso, já marquei a nutricionista que me acompanha para fazer um programa alimentar adaptado a esta minha nova realidade.

Portanto, não vou bater o martelo aqui se devemos ou não comer carne, é uma decisão individual e mesmo assim, também pode ser temporária... no meu caso, espero que permanente.

esta foto: outraspalavras.net

07 janeiro 2015

Lixo - o quanto podemos reduzir?

Semana passada, ao assistir o documentário "Lixo - um problema global", fiquei observando ainda mais a quantidade de lixo que produzimos em casa.
Já há um bom tempo, separamos o lixo para reciclagem e me espanto um pouco com a quantidade de lixo plástico que juntamos semanalmente, mesmo utilizando poucos industrializados, e tenho consciência que precisamos reduzir.
Nosso lixo orgânico nem é tão volumoso, em torno de 3l por dia, considerando uma família com 2 adultos e 1 criança, uma vez que é muito raro estragar alimento em casa e boa parte dos alimentos que consumimos, utilizamos 100% ou muito próximo disso, mesmo assim também podemos reduzir.
Meu grande dilema foram as fraldas. Quando meu filho nasceu, cheguei a pensar em usar fraldas de pano, mas me questionei muito e não cheguei a nenhuma conclusão,  se seria pior poluir o meio ambiente com as descartáveis ou gastar água para lavar as de pano. Acabei adotando as descartáveis. Com certeza o melhor teria sido adotar o método "elimination communication" onde os pais observam os sinais do bebe e no momento em que fará alguma necessidade, é levado ao vaso sanitário, desde recém nascido, mas não me senti apta para isso.
Na tentativa de cada vez mais reduzir a quantidade de plástico no lixo, 2 práticas podem ser facilmente adotadas no dia a dia:
- o uso de sacolas retornáveis
- o reuso de sacos plásticos na compra de vegetais e frutas ou até o não uso dos mesmos. Por exemplo, para que colocar cachos de bananas em sacos plásticos para pesar?
Isso sem falar na questão dos copinhos plásticos em locais públicos, no trabalho, etc. Acabamos também entrando no questionamento - mas se usar vidro, vai gastar água para lavar.
Só que no trabalho, não vamos lavar o copo a cada vez que bebemos água ou café, não tem necessidade.
Muitos devem ter visto a matéria com Lauren Singer, uma americana que não produz lixo há 2 anos. Quem não viu, vale a pena.
Também tem outra matéria bastante interessante com uma familia.
E aí, vamos tentar reduzir ao máximo?
Tem alguma dica para compartilhar?

foto: natura