11 dezembro 2014

Água - você sobrevive sem ela?

Para iniciar a conversa sobre sustentabilidade, não há como pensar em outro tema que não seja ÁGUA!

Algo que muitos de nós só dá valor quando fica sem, só aprende a tentar economizar quando falta e infelizmente, uma boa parte nem assim...

E não fujo dessa responsabilidade de realmente levar a sério a importância da água a partir do momento em que um dia abri a torneira e nada! Já sabia que muitos lugares passavam por racionamento não declarado, já lia e acompanhava há um bom tempo a escassez cada vez maior na Cantareira, mas mesmo assim, pouco fazia de fato para economizar.

Contribuía apenas com economias básicas como fechar torneira enquanto escovo os dentes, também quando lavo a louça e tentar não demorar no banho. Mas quando a água não apareceu, a ficha realmente caiu.

Dizem que foi por um reparo na rede de distribuição do bairro, o que não acredito muito, mas pelo menos, não faltou mais. Isso tem seu lado positivo, logicamente ninguém gosta de ficar sem água mas tem um enorme lado negativo, as pessoas continuam gastando descontroladamente pois acham que tudo está normal...

Mensalmente vou para os arredores da represa de Guarapiranga e é assustador o que vemos desde outubro. A cada mês, as margens estão maiores, pois além do uso normal da represa como abastecedora de algumas regiões, a Sabesp também passou a captar água de lá a partir de novembro para utilizar na Cantareira.

Muito já foi falado e publicado sobre a crise hídrica que todo o Brasil passa, especialmente e mais gravemente em São Paulo, e considero os textos abaixo bastante relevantes e importantes para quem ainda desconhece o fato ou teima em achar que será solucionado rapidamente.

10 mitos sobre a crise hídrica - Gabriel Kogan

São Pedro não tem ações da Sabesp - Arnaldo Pagano

O que adotei como prática aqui, mesmo com a falsa sensação de que a água está sobrando, foi reutilizar a água da última lavagem da máquina para a 1a lavagem seguinte.
Costumo lavar roupa somente 1 vez por semana para juntar bastante e poder separar corretamente. Então, quando a máquina vai jogar fora a água antes de centrifugar, encho diversos baldes para abastecê-la novamente na próxima lavagem.
Dá trabalho, pois não tenho tanque em casa, mas agora que já acostumei, faço o processo rapidamente e consigo economizar pelo menos 50 litros a cada lavagem! Isso porque controlo manualmente o nível de água, não deixo a máquina no automático, se não ela acaba enchendo um pouco mais do que o necessário.

Então, se cada um fizer a sua parte, o problema não será solucionado, mas pelo menos, contribuiremos para não piorar ainda mais a situação.

E com certeza, ainda falarei muito sobre isso aqui...

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